Não faço ideia do seu nome.
Muito menos de onde mora.
Se está longe ou perto.
Se temos gostos parecidos ou não.
Se você é tão apaixonado por livros, textos, palavras, músicas e chocolate branco quanto eu.
O que faz, o que gosta.
Para onde foge quando está triste.
Qual sua luta do dia a dia.
Quais seus sonhos.
Do que tem medo.
Do que você enfrenta.
Como você é.
E não se preocupe, não é isso que me mata de curiosidade. Dizem que o amor é cego em relação a aparência. Ao meu ver, para ele a beleza é relativa. Sendo que é a beleza interior que arrebata o coração e não o contrário. Não entendo porque as pessoas querem gastar tanto para se parecerem com seus ídolos ou para ficarem melhores aos olhos da sociedade. Isso é tão vazio. Você só é aceito se seguir um padrão, se for igual a alguém, só irá ser feliz caso seja magro, de corpo sarado, porque é assim que tem que ser.
Eu realmente não me importo com isso.
Sabe, eu adoraria saber algumas coisas sobre você.
Se você está próximo ou cada vez mais longe. Será que eu terei a sorte de te encontrar algum dia. Espero que sim.
Gostaria que soubesse que preciso de ti. De alguma forma.
Eu poderia dizer que o amo apesar disso tudo, mas seria clichê demais. E embora eu goste, não acho que nossa história seria assim.
Então, por enquanto, vou apenas dizer que guardarei todo meu amor para você.
Às vezes, eu gostaria de andar na direção oposta e encontrá-lo a esmo por aí. Caminhado sem direção, entrando no meu caminho lentamente. Não precisa ser como um filme de amor à primeira vista, eu não acredito nisso. Nós poderíamos apenas olhar um para o outro e iniciar uma conversa do nada. Talvez seja sobre música já que você é meio que inseparável de seu violão. E bem, eu sempre quis aprender, mas, nunca deu muito certo.
Adoraria descobrir quais são seus cantores favoritos, seus livros preferidos.
O que você faz quando não há nada mais para ser feito.
Seria ótimo se seu nome aparecesse riscado na lua que eu olho toda noite. Pelo menos assim eu teria uma ínfima pista a seu respeito.